Com um clique, o presidente do Tribunal, ministro Cesar Asfor Rocha, realizou nesta segunda-feira, dia 8, a primeira distribuição eletrônica de processos digitalizados. A novidade transforma o que antes era papel em arquivo digital e torna o trabalho da Justiça célere de uma maneira como nunca se viu. Poucos minutos após a distribuição inédita, o ministro Luis Felipe Salomão despachou em seu gabinete o primeiro ato realizado por meio do novo sistema. A decisão já foi encaminhada para publicação.
Menos de duas horas após a primeira
distribuição eletrônica de processos digitalizados, realizada no final
da tarde de ontem pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça,
ministro Cesar Asfor Rocha, ministros do STJ já haviam aderido ao meio
digital, proferindo as primeiras seis decisões por meio eletrônico.
Entre
às 18h28 e 19h29, os ministros Castro Meira, Herman Benjamin, Luis
Felipe Salomão, Humberto Martins e Mauro Campbell (duas), em decisões
monocráticas, substituíram o meio impresso pelo digital. Todas as
decisões foram publicadas no Diário da Justiça Eletrônico (Dje) desta
terça-feira (9).
Responsável pela equipe que planejou o
funcionamento do sistema, o secretário de Tecnologia da Informação
(STI) do STJ, Francisco Paulo Soares Lopes, fez o balanço dos primeiros
resultados: “Foi super tranqüilo e o sistema se mostrou ágil, eficiente
e produtivo.” A expectativa que a adesão ao meio eletrônica se acelere
com o domínio total das novas ferramentas.
O sistema
desenvolvido pelos STI é simples. Depois de digitalizados, os processos
são enviados por computador ao gabinete do ministro relator e, a partir
daí, podem ser acompanhados pela internet, com a visualização de todas
as peças processuais.
Os servidores controlam e visualizam
eletronicamente a tramitação dos processos – do protocolo ao julgamento
final – com apenas duas teclas: F10 (escaninho eletrônico individual) e
F9 (visualizador de processo). A integridade dos dados, documentos e
processos são atestados por identidade e certificação digital.
Tudo
é feito eletronicamente, sem a necessidade de papel, pastas, grampos,
carimbos e carrinhos para transportar pilhas de processos de um lugar
para outro. Com isso, um recurso especial em papel que levaria de cinco
a oito meses entre a saída da segunda instância e seu ingresso no STJ
terá sua tramitação reduzida para sete dias.
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